Uma viagem é sempre um momento muito aguardado e gerador de expectativas das mais diversas.

Decerto, o que todos esperamos ao pegar um avião ou ainda partir naquela road trip seja com os amigos, familiares ou mesmo sozinha, é descobrir novas coisas, pessoas, culturas e por quê não, sons?

E exatamente nesses momentos de deslocamento rumo aos nossos sonhos e descobertas, podemos começar a escrever esse roteiro com muitas notas e tons variados.

Para a viagem já começar inspirada e inspiradora, selecionamos 10 álbuns essenciais para você curtir durante a viagem e já começar a conectar-se com o mundo através da música já no caminho.

A Pearl, Janis Joplin (1971), Sony Music Entertainment 

A voz marcante e potente de Janis é ainda hoje celebrada e acima de tudo uma referência de pulsão forte e total entrega. A performance vocal e de palco da cantora, bem como as guitarras de blues bem marcadas, os baixos bastante presente e os órgãos, compõem uma receita incrível de um dos grande clássicos do rock e do blues. 

Sem dúvidas, este que é o último registro de Janis em estúdio, é uma perfeita trilha sonora para aquela road trip, que sem dúvidas combina bastante com o bom rock’n roll.

Transa, Caetano Veloso (1972), Universal Music 

Assim como o citado anteriormente, esse é um outro clássico, e dessa vez do nosso quintal.

Esse álbum de Caetano foi gravado na Inglaterra e é, como toda sua discografia, carregado até os dentes de brasilidade. Ideal para aquela road trip com os amigos, para cantar alto se divertindo com os versos ora informais e as sibiladas maravilhosas cheias de rítmicas muito gostosas e inusitadas. 

A linguagem do álbum se divide entre o português e o inglês, e a rítmica é essencialmente brasileira; mas com alguns traços da psicodelia e experimentação que rolava na música inglesa e mesmo na americana, com a ascensão do Woodstock e do movimento hippie, por exemplo.

Essa mistura de sons e referências resultou num álbum único, que muito comunica só com suas instrumentais. Seja de afoxé ou dos berimbais essencialmente nordestinos, como o próprio Caetano, ou dessas interferências externas.

A Praia, Cícero (2017) 

Se você está partindo em uma viagem curtinha de avião e quer ouvir algo mais calminho e agradável, Cícero é uma excelente pedida.

O artista independente carioca surgiu no mainstream da internet em 2011 com o também maravilhoso Canções de Apartamento; rendendo-lhe visibilidade nacional pela leveza, sinceridade e sensibilidade contidas no álbum. 

Cícero segue a fórmula lírica ao longo de sua discografia, porém a cada álbum refletindo mais sobre a vida nas grandes cidades e a contemporaneidade com jogos de palavras e letras sutis, mas que atingem o objetivo.

Falar de sentimentos e das subjetividades humanas também é um ponto forte do cantor e compositor. Ideal para quem está viajando sozinho.

My head is an animal, Of Monsters & Men (2011), SKRIMSL

A Islândia é conhecida por duas coisas: as perfeitas e únicas paisagens e suas músicas sensíveis, imersivas e experimentais. O som islandês nos transporta para a atmosfera do lugar e nos guia para caminhos sonoros prazerosos e únicos. 

Apesar de se distanciar um pouco dessas origens, elas ainda são perceptíveis no disco de estreia da islandesa Of Monsters & Men.

O folk meio pop somado à esta influência da música popular islandesa originaram esse som delicioso e contagiante da banda. Seja para relaxar ou curtir de leve, OMAM assim sendo é uma opção e tanto. Seja para sua viagem em grupo com os amigos ou para aquele viagem sozinho e mais tranquila. 

Pet Sounds, The Beach Boys (1966), 

Um hinário com vários clássicos para cantar a plenos pulmões não poderia faltar nas indicações. Este é o Pet Sounds dos Beach Boys. Repleto de uma pegada rock, folk e experimental. Esse álbum com toda certeza lhe garantirá ótimas lembranças com essa trilha sonora encantadora. 

Considerado por muitos críticos como um dos maiores e mais importantes discos de todos os tempos, esse álbum é decerto excelente para a estrada ou mesmo para quem viaja pelas nuvens. Garantindo sons muito agradáveis e cuidadosamente construídos pelo genial Brian Wilson e companhia.

Você não irá se arrepender de trazer para sua viagem esse álbum que por si só já é marcante para a história da música.

Clin D’oeil, Jazz Liberatorz (2008), kif 

Em contraste com o jazz, o hip hop do trio de djs franceses Jazz Liberatorz ajudou a transformar a cena francesa e ainda deu ao mundo uma obra única e especial.

Com beats muito gostosos e aquele instrumental de jazz agradabilíssimo, esse disco proporciona uma viagem a texturas musicais maravilhosas. 

Vale muito a pena experienciar esse som e tê-lo como trilha de sua viagem; visto que além de tudo os sons são contagiantes e animadinhos para esse momento.

Em seus trabalhos, os meninos do Jazz Lib contam sempre com a participação de diversos MCs e rappers para construírem suas rimas em cima das melodias encantadoras criadas por eles. 

Vagarosa, Céu (2009), Urban Jungle Records 

Com toda a certeza a cantora Céu é um dos principais expoentes da música brasileira contemporânea. Talvez provavelmente, por sua música inusitada e única e até de tom experimental.

A lírica de Céu, bem brasileira, também chama atenção bem como sua expressiva voz. Neste registro de 2009 da cantora, podemos encontrar samba, chorinho,  músicas bem suingadas e até mesmo com influência da música jamaicana em algumas faixas. 

Todos os sons agradabilíssimos e leves desse álbum lhe garantirão momentos divertidos e tranquilos de curtição durante o trajeto. 

A Tábua de Esmeralda, Jorge Ben Jorge (1974), Universal Music

Mais um clássico imprescindível para a música brasileira. Este disco marca ainda o surgimento do samba rock, incorporado maravilhosamente por Jorge Ben nesse registro esplêndido. 

A pegada melódica e o jeito único de cantar de Jorge o consolidou como um inventivo e fundamental músico em sua época. E claro, perdura-se até hoje, visto que a atemporalidade de sua arte é nítida.

Mais um álbum versátil que vai bem em qualquer tipo de viagem ou mesmo a qualquer momento. Vale a pena se deliciar com os arrojados e cheios de brasilidade sons de Jorge. 

Gulag Orkestar, Beirut (2006), Ba Da Bing! 

Nada melhor que um disco que dialoga com o mundo, lírica e musicalmente para compor a sua playlist de viagem. O jovem e talentosíssimo Zach Condon montou um cenário incrível de referências musicais ao redor do globo.

Dentre elas podemos destacar o folk, bem nítido e dos principais pilares do trabalho. Ainda podemos notar que o jazz é outra grande base para esse mundo de sons fundidos na linda obra de Zach, então com 19 anos quando o álbum foi lançado. 

Nessa fusão de sons surpreendentemente linda, assim como os ritmos já citados, temos também nuances da música latina, principalmente a mexicana bem como a portuguesa e até mesmo um pouco da italiana. Além da relação primordialmente com o tema viagem, o disco ainda soa igualmente agradável, pomposo e mágico. 

Into the Wild, Eddie Vedder (2007), Seattle Surf Co

Para encerrar a lista, nada melhor que um clássico para qualquer viajante ligado em cinema: a soundtrack de Into the Wild (Na natureza selvagem), dirigido por Sean Penn.

A trilha foi toda trabalhada pelo experiente e queridíssimo Eddie Vedder, a frente da pulsante Pearl Jam desde seu início, em 1990. 

O filme narra história real de um jovem recém formado, na história com o nome de Christopher McCandless, e sua decisão de abandonar o conforto de sua casa para desbravar o Alasca.

O jovem promissor Christopher, logo após formar-se, doa todo o seu dinheiro para caridade, pega uma mochila com poucas peças de roupa e cai na estrada.

Em busca de algo muito maior que o materialismo é capaz de entender, esse filme bem como sua trilha sonora, são inspiradores para qualquer viajante, posto que viajamos por saber que há muito mais a ser desbravado pelo mundo. 

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